Deu no New York Times: um aficionado por hip-hop não-identificado, vasculhando num depósito em New Jersey, encontrou velhos discos que continham apenas a inscrição “Fab Five Freddy”. Agulha em ação e… surpresa: eram gravações antigas, de 1988, de monolitos como Big Daddy Kane e Biz Markie.
Ou pelo menos deveriam ser. Não demorou e blogueiros do ramo começaram a questionar a autenticidade do negócio. Como é que adolescentes poderiam teriam aquela voz rouca e o fôlego ruim? E como não apareceu ninguém pra reclamar a autoria das excelentes (segundo o NYT) produções do disco?
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Verdadeiro ou falso, o que chama a atenção na história, como observa o repórter, é todo esse interesse em torno da old school. Ele cita outras duas histórias envolvendo polêmicas sobre gravações supostamente esquecidas resgatadas do passado.
Esse barulho (e o fato de o NYT ter dado um bom espaço para um boato do rap _afinal, como bem diz o Shaw, no mundo do rap sempre tem alguma fofoquinha_) é um pouco esperançoso imaginar que um bando de gente talvez sinta a mesma saudade da originalidade, da ética, da coletividade e do amor à música da velha escola. Tavez existam mais “caipiras” interessados nessas coisas por aí do que se imagina.
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Procurado pela reportagem, Fab Five Freddy disse que o dono do tal depósito (ou armazém, ou algo do tipo) era um amigo dele que era engenheiro de áudio e traficante de maconha. E que, por causa da natureza dos negócios do mano, apesar de fazer muito tempo, ele não podia revelar muita coisa sobre o assunto. Top Shelf, supostamente o estúdio em Manhattan onde os sons foram gravados, também é desconhecido por caras que estão na fita. Special Ed, que aparece no disco com a faixa “This Mic”, disse que não tem idéia de como essa música foi parar lá. “Nunca ouvi falar desse estúdio”, disse.
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É o que eu sempre digo: viva a cascata.
